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20 Melhores discos de 2011 (parte 2)

E para terminar a lista dos 20 melhores álbuns de 2011, divulgo aqui os outros dez grandes lançamentos deste ótimo ano que fora 2011 para a música de qualidade.

Destroyer – “Kaput”

Essa é uma banda canadense (como tem banda boa por lá!) que lançou o clipe mais genial do ano, embalado pela música mais transcendental dos últimos anos (no link abaixo, é bom lebrar). A mistura indie/new wave ou Pink Floyd/Morissey que essa banda consegue criar é algo notável. Durante todo o disco podem se notar as mais diversas referências musicais, como os exemplos que dei acima, e isso nos é dado com uma finesse que só os canadenses possuem. Vicia o ouvinte rapidamente, cuidado!

Destaque: Kaput

Gal Costa- “Recanto”

Muito já se comentava e também muito se especulava sobre o que sairia da reedição de uma das parcerias mais importantes da nossa música, a de Caetano Veloso compondo para Gal Costa. A primeira dessas parcerias resultou no importantíssimo “Domingo”, de 1967, e agora nessa volta os dois já alimentavam esperanças no público que o disco não seria qualquer disquinho, que muita coisa renovadora estava sendo posta ali naquele trabalho. Caetano nunca negou sua presunção, e Gal é a parceira perfeita para isso, é uma das mais importantes na carreira do artista, se não a mais. De fato, o disco é muito moderno, mais do que eu esperava, do que todos esperavam. Caetano conseguiu criar uma estética que diáloga com a cultura popular do século em que vive, do tecno brega ao experimentalismo baseado nas maravilhas modernas de estúdios. É muito refinado e transgressor, as letras são um espetáculo, e o lado bom é que muitos ainda esperavam isso de Caetano e Gal, que ainda pudessem reinventar o carnaval. Conseguiram. Ainda são gigantes.

Destaque: Neguinho

Radiohead – “The Kings of Limbs”

Quando esse disco saiu a crítica se dividiu: uns acharam que os caras do Radiohead tinham exagerado nas bizarrices e só estavam enchendo linguiça. Outros, como sempre, elogiaram o trabalho como mais uma gravação genial da banda, na lista dos seus melhores. Teve gente até pensando que a versão do disco lançada na internet antes do lançamento oficial, fosse só uma parte do trabalho, devido ao pouco tempo do álbum. Mas era aquilo mesmo, e parece que as pessoas foram se acostumando com ele, que acabou em várias listas de melhores lançamentos de 2011. A justiça acabou sendo feita e o Radiohead se livrou de um passo em falso. Mas convenhamos, eles já estão calejados e, sabiamente, pouco se importando para o que a crítica vai dizer. Abaixo uma das melhores músicas da banda

Destaque: Lótus flower

Lenine – “Chão”

Leia crítica aqui no blog.

Destaque: Chão

Foo Fighters – “Wasting Light’

Como todo mundo sabe, o Foo Fighters é hoje uma das bandas de rock mais importantes do cenário mundial. Toda essa importância foi contruida ao longo de quase duas décadas lançando bons discos, e reitero o bom. A diferença deste wasting light para o resto da discografia da banda, é que esse não é apenas um bom disco, mas um grande disco! Aquela parcela do público que nunca ficava plenamente convencida com os trabalhos da banda, acabou tendo que se render a esse belo álbum. A banda conseguiu unir guitarras sujas e composições extremamente rockeiras e que ainda assim mantêm a veia radiofônica sempre característica do grupo, só que agora em um nível digno dos grandes . É daqueles discos para se ouvir numa tacada só e no outro dia já sentir aquela coceira para ouvir de novo. E os clipes, bom, esses continuam os mesmos: maravilhosos!

Destaque: White limo 

Pública – Canções de guerra

Essa banda gaúcha lançou seu terceiro disco em 2011 e se manteve como uma das grandes do cenário alternativo. Canções de guera é mais sério, introspectivo e mais “cinza” que os discos anteriores. Os dois clipes lançados pela banda para divulgar esse trabalho, possuem uma atmosfera que convida o ouvinte a entrar nesse clima denso. Acaba conseguindo. Tem a áurea do rock gaúcho, a  cara do inverno gaúcho, e ainda mais universal do que a maioria do que é produzido aqui. A Pública deu mais um passo, extremamente consciente, como tem sido desde o lançamento de seu primeiro disco.

Destaque: Das coisas que eu não fui 

Pj Harvey – “Let England Shake”

O lanaçamento mais bombado do ano! A dama da música, da sujeira, a gata mais sexy do ano! Sim, o disco que mais apareceu nas listas de melhores de 2011 foi da “esquisita” PJ Harvey. Já era de se esperar da mídia dita Cult? Pode ser, mas Adele, Beyonce e Lady Gaga também agradaram parte dessa mesma crítica. Não é o melhor disco da PJ, mas é um trabalho que versa sobre feridas européias ainda abertas, faz uma discussão de caráter histórico e transporta para nossa realidade o que foram as guerras em que a Europa esteve presente. Trabalho para poucos artistas poderem fazer.

Destaque: The words that maketh murder

Chico Buarque – “Chico”
Leia crítica aqui no blog.

Destaque: Nina

Artic Monkeys – “Suck it and see”

O melhor disco desta ótima banda. Produzido por James Ford, que acabou tornando o álbum ora pesado, bem pesado, ora leve, quase folk, á la rock n roll dos anos 50 e 60. Mais rico e  instigante do que o som mais básico que era marca do Artic Monkeys. Eles já provaram que passaram de uma banda queridinha da crítica para o patamar das grandes bandas surgidas após os The Strokes.

Destaque: Don’t sit down cause i’ve moved your chair 

In Flames – Sound of a playground fading

Não é de hoje que estes suecos são responsáveis por discos inovadores dentro de um estilo de heavy metal que eles ajudaram a construir. Com este último álbum a banda deu continuidade a esta ótima tradição. “Sounds of …” consegue sintetizar de maneira muito interessante o que tinha se tornado o som do In Flames, as composições já não eram mais tão rápidas e as melodias de guitarras não eram mais tão marcantes, outrora a marca maior do grupo. O som apresentado aqui continua pesado, como sempre foi, continua muito melodioso (as guitarras não são mais protagonistas) e a inventividade ainda marca presença forte, ou seja, a estética mudou, mas o espírito se mantém intacto. O In Flames provou se sabe se reinventar e ainda dá um caldo, dos bons.

Destaque: Deliver us